Um dos primeiros passos para formar Escolas Climáticas é a composição de Coletivos Socioambientais. Os coletivos são grupos de alunos engajados com a transformação do espaço e da rotina escolar com práticas sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas. Nas novas Escolas Climáticas de Piracaia e Joanópolis os coletivos já definiram seus nomes e desenharam suas identidades visuais. O processo de proposição, produção artística e votação é pensando pelos membros do coletivo e mediado pelos educadores ambientais do IPÊ.  

O projeto Escolas Climáticas é fruto da parceria com o Instituto Alair Martins (IAMAR) e nasceu dentro do Programa Semeando Água, uma parceria entre o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e a Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental – estabelecida por meio de convênio entre as duas instituições.    

 

Coletivos valorizam suas raízes, história e paisagem 

O nome “Raízes Fortes”, do coletivo da Escola Estadual João de Moraes Goes, surgiu por raízes serem fundamentais na estruturação das plantas. Os alunos explicam que as raízes são estruturas de nutrição e força, tendo conotação de união e base sólida, assim como o Coletivo Socioambiental será fundamental para a escola. 

Uma das integrantes conta que a participação impulsiona o protagonismo juvenil e “faz com que os alunos estejam instruídos e conscientizados e tenham espaço para suas ideias. A experiência está me trazendo conhecimentos tanto para o momento, quanto para vida afora. Pude sentir isso usando o que aprendi no meu dia a dia, orientando minha mãe sobre como reciclar tipos de materiais específicos e utilizar as aparar a grama na compostagem” 

O Coletivo Socioambiental “Bata”, da Escola Estadual José Siqueira Bueno, surgiu a partir da valorização da história do bairro onde está localizada. O bairro Batatuba, no município de Piracaia, possui uma história muito viva, ligada a seu fundador, o Tcheco Antonin Bata.  

Uma das integrantes conta que “O coletivo me ensinou mais do que fui capaz de imaginar. É uma experiencia essencial em ambientes escolares, pois tira os alunos da sala de aula e ensina de maneira diferenciada sobre situações atuais que influenciam no nosso meio ambiente. Minha expectativa é aprender mais do que o suficiente para que assim, adulta, não me engane com informações falsas.” 

Na Escola Estadual Coronel João Ernesto Figueiredo o nome escolhido foi “Mares de Morros”. A nomenclatura morfoclimática define a formação do relevo de Joanópolis, onde a escola está localizada. O nome é muito usado pela população do município. Um dos integrantes compartilha que o Coletivo “é importante para dar uma nova educação para a escola, um novo jeito de ser escola que respeite o meio ambiente.” 

 

Semente: a primeira fase do Projeto Escolas Climáticas 

As atividades desenvolvidas pelos Coletivos Socioambiental estão distribuídas em 7 eixos temáticos:  

  • Biodiversidade; 
  • Clima; 
  • Coleta Seletiva; 
  • Compostagem; 
  • Educomunicação; 
  • Horta Agroecológica; 
  • Paisagem.  

Cada tema é liderado por 2 membros do Coletivo, responsáveis pelo acesso à plataforma digital interativa, por onde conhecem as atividades e registram as evidências de realização das mesmas. As atividades são divididas em 5 fases: Semente, Broto, Muda, Arvore e Frutos. Cada uma com tarefas específicas e materiais de apoio, que orientam a realização de diagnósticos, proposição de soluções, implementações de ações e manutenção.  

Na primeira fase, a semente, as atividades têm como foco o diagnóstico da escola em cada um dos eixos temáticos. São atividades de mapeamento de processos e espaços da escola e do território, que envolve identificação de comunidades tradicionais e povos originários, espécies endêmicas (que existem apenas na região), contabilização e destinação do resíduo produzido, monitoramento da temperatura local, entrevistas e outras ações.  

Os alunos acessam e melhoram os seus conhecimentos através dos materiais didáticos disponíveis na plataforma enquanto realizam os diagnósticos de forma prática. Investigam quais são as áreas verdes mais próximas às escolas, visitam as hortas ou mapeiam espaços disponíveis para a implantação, conhecem a quantidade e o destino dos resíduos sólidos produzidos diariamente na escola, fazem entrevistas com funcionários e professores e pesquisam informações como o bioma e a região hidrográfica onde estão inseridos. 

A equipe de educadores ambientais do IPÊ apoia o desenvolvimento das atividades durante todo o processo. Os educadores apresentam princípios e valores importantes para o desenvolvimento dos Coletivos Socioambientais, a fim de garantir o engajamento de todos nas atividades. 

Acompanhe aqui o desenvolvimento desses jovens tão engajados na transformação de seus territórios!

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